Visitas virtuais a museus….vamos?

agosto 2, 2011

Uma interessante ferramenta que foi lançada esse ano foi, mais uma vez, uma criação do Google: o googleartproject.com permite que o internauta faça visitas virtuais a 17 museus do mundo, entre eles a National Gallery de Londres, o Museum of Modern Art, de Nova York e o Museo Reina Sofia, de Madrid. Usando os mesmos recursos tecnológicos do Google Street View, os museus foram fotografados em alta definição e o site permite que façamos um “passeio” por Versailles e vejamos detalhes das obras, além de podermos criar uma coleção virtual das obras que mais gostamos.

 

Claro que é uma experiência diferente da experiência presencial: ir até o museu, comprar o ingresso, se perder pelos corredores e supreender-se com uma obra ao entrar numa sala por acaso proporcionam outras formas de relação com o que está exposto. Porém, de qualquer forma, achei essa uma importante ferramenta para termos contato com os grandes acervos desses museus que são referência no mundo todo, e para os quais nem sempre poderemos ir em nossas férias…

Veja no vídeo abaixo como funciona a ferramenta:

A internet tem poder?

fevereiro 3, 2011

A crise política que está acontecendo no Egito  colocou mais uma vez em cena o papel da internet como instrumento político. Não só no Egito, mas em outros países como a Tunisia,  que passaram por episódios semelhantes nos últimos tempos, a internet tem tido um papel central. Por um lado, a população e os movimentos civis usando a rede como meio de mobilização e difusão; de outro, governos bloqueando provedores, telefonia e outros meios de comunicação.

Outro acontecimento recente foi o grande vazamento de documentos secretos de vários países pelo site Wikileaks. Veja como a Wikipédia apresenta esse site e a importância política dele:

WikiLeaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia,[1] que publica, em seu site, posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. O site foi construído com base em vários pacotes de software, incluindo MediaWiki, Freenet, Tor e PGP.[2] Apesar do seu nome, a WikiLeaks não é uma wiki – leitores que não têm as permissões adequadas não podem editar o seu conteúdo.

O site, administrado por The Sunshine Press,[3] foi lançado em dezembro de 2006 e, em meados de novembro de 2007, já continha 1,2 milhão de documentos.[4] Seu principal editor e porta-voz é o australiano Julian Assange, jornalista e ciberativista.[5]

Ao longo de 2010, WikiLeaks publicou grandes massas de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos, com forte repercussão mundial. Em abril, divulgou um vídeo de 2007, que mostra o ataque de um helicóptero Apache norte-americano, matando pelo menos 12 pessoas – dentre as quais dois jornalistas da agência de notícias Reuters – em Bagdá, no contexto da ocupação do Iraque. O vídeo do ataque aéreo em Bagdá (Collateral Murder) é uma das mais notáveis publicações do site.[6][7] Outro documento polêmico mostrado pelo site é a cópia de um manual de instruções para tratamento de prisioneiros na prisão militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba.[8] Em julho do mesmo ano, WikiLeaks promoveu a divulgação de uma grande massa de documentos secretos do exército dos Estados Unidos, reportando a morte de milhares de civis no guerra do Afeganistão em decorrência da ação de militares norte-americanos. Finalmente, em novembro, publicou uma série de telegramas secretos enviados pelas embaixadas dos Estados Unidos ao governo do país.

Em 2 de fevereiro de 2011, o WikiLeaks foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz,[9][10] pelo parlamentar norueguês Snorre Valen. O autor da proposta disse que o WikiLeaks é “uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência” no século XXI. “Ao divulgar informações sobre corrupção, violações dos direitos humanos e crimes de guerra, o WikiLeaks é um candidato natural ao Prêmio Nobel da Paz”, acrescentou.[11]

Alguns analistas políticos indicam que os vazamentos feitos pelo site foram um dos estopins da crise na Tunisia. Apesar de ser difícil dimensionar a real importância da divulgação desses dados, é bastante claro que vários países tiveram que fazer explicações públicas sobre diversos opiniões emitidas nos documentos vazados, ao mesmo tempo que toda a rede vem repercutindo de maneira intensa essas informações que vieram a público.

Historicamente a Internet ainda é algo recente, mas mesmo assim pululam os exemplos como esse, e frente a eles podemos pensar em várias questões. Como usamos essas possibilidades da rede? Como se apresentam e se configuram na rede os diferentes atores políticos e sociais? Quais as fontes confiáveis de informação na rede? Qual o verdadeiro poder político da internet na atualidade?

A biblioteca digital do Sr. Mindlin – a Brasiliana

agosto 24, 2010

Como já falei em outros posts, uma das principais possibilidades que a internet abriu para todos nós foi a possibilidade de criar novas formas de circulação do conhecimento. Quem tem mais de 30 anos se lembra de como era díficil conseguir um livro que só existia numa certa biblioteca, em outro estado ou outro país. Era tudo mais difícil…

Em tempos de Google, a dinâmica para procurarmos algo ficou muito diferente, e hoje há grandes bibliotecas de referência digitalizadas, e do meu computador posso acessar os acervos e as obras. É muito mais fácil pesquisar e investigar, mas há o desafio de como filtrar e analisar tanta informação.

Mas, enfim..essa é só a introdução para o post de hoje, que é sobre a Brasiliana, a biblioteca construída por José Mindlin. Mindlin foi um importante empresário brasileiro, e ao longo de sua vida, sempre teve um grande encantamento pelos livros. Ávido leitor, começou ainda criança a montar sua biblioteca, comprando livros em sebos, paixão que depois se transformou na busca de textos originais, primeiras edições e outras obras de seu interesse.

Com o passar dos anos, Mindlin construiu uma biblioteca de referência, com obras raras e objetos inestimáveis, como o texto original de “Grande Sertão Veredas”, datilografado e com as correções de Guimarães Rosa, primeiras edições de Machado de Assis e outros livros emocionantes de serem vistos e tocados pelos que tiveram acesso à biblioteca. Entre as preciosidades da biblioteca  figuram a primeira edição de “Os Lusíadas” (1572) e a primeira edição ilustrada dos “Sonetos de Petrarca” (1488)

Mindlin sempre quis que, após a sua morte, a biblioteca fosse mantida e disponibilizada para pesquisadores. Ainda em vida, constitui um convênio com a USP, para que ela recebesse o acervo e e apoiasse a sua manutenção. O prédio ainda está em construção, próximo à Praça do Relógio, e assim que estiver pronto receberá os primeiros volumes do acervo Mindlin.

José Mindlin morreu sem ver a biblioteca pronta, mas pode ver o início do trabalho de digitalização da biblioteca .Os 18.000 volumes que serão doados estão sendo digitalizados, com o objetivo de tornar acessível a todos esse importantíssimo acervo sobre o Brasil (e daí o nome Brasiliana). O projeto está sendo realizado em parceria com a USP, e pode ser acessado pelo site www.brasiliana.usp.br. No site é possível conhecer o projeto da biblioteca, visualizar as obras que já foram digitalizadas e acompanhar todo o processo da nova biblioteca. Vale a pena visitar o site e conhecer melhor esse projeto.

Música na rede – “Discos do Brasil”

junho 28, 2010

Uma das coisas que acho mais interessante quando falamos de internet é a possibilidade de boa parte das pessoas poderem ser produtoras de conteúdo. Claro que isso tem diversas limitações, mas é um princípio muito provocador. A Wikipédia e o Youtube são ótimos exemplos disso.

Hoje queria destacar um site que conheci há pouco tempo, o Discos do Brasil. O site é mantido e organizado pela jornalista Maria Luiza Kfouri. Vejam a apresentação que ela faz do site:

Antes de começar a navegá-lo, é preciso que você saiba que esta Discografia é baseada em minha discoteca particular, que comecei a formar em 1965, aos 11 anos de idade, fascinada diante da movimentação musical que eu acompanhava pela televisão e pelos diversos espetáculos a que era levada em São Paulo.

Aqui você vai encontrar as discografias completas de muitos artistas surgidos com a Bossa Nova ou depois dela  – como, por exemplo, as de João Gilberto, Tom Jobim, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Edu Lobo, Gilberto Gil, Baden Powell, Maria Bethânia, Paulinho da Viola – e, ainda, as de Dorival Caymmi, Noel Rosa e Cartola. Outros grandes nomes de todos os tempos da música brasileira estão aqui, mesmo que suas discografias não se apresentem completas.

Tenha sempre em mente que este trabalho não traz A discografia do Brasil e, sim, UMA discografia brasileira com um recorte muito pessoal.

Esse site disponibiliza informações detalhadas sobre mais de 6000 discos, 1800 intérpretes, 44.000 músicas e muito mais. É um ótimo exemplo de como é possível difundir a informação na rede. No caso da Maria Luiza, esse trabalho realizado para a montagem e manutenção do site está bastante relacionado com a atividade profissional dela, mas há muitos casos de pessoas que criam sites que são verdadeiras referências e que fazem isso sem um remuneração específica, e sem nenhum retorno comercial a curto prazo.

O site é uma ótima referência para pesquisadores e interessados em música brasileira, e dele derivaram vários outros projetos que você poderá conhecer visitando-o.

www.discosdobrasil.com.br

Mash up – as possibilidades de organização e análise de informação na web

junho 16, 2010

Uma coisa que todos já sabemos é que a Internet é uma fonte, na prática, infinita de informações. Vamos navegando de site em site, de hipertexto em hipertexto, e para qualquer dúvida que tivermos podemos entrar em uma espiral informativa. Com isso, diferentemente de algumas décadas atrás, o desafio atual não é só o de achar a informação relevante, mas também é o de conseguir organizar e analisar a enorme quantidade de informações disponíveis sobre um assunto que quisermos pesquisar.

Uma ferramenta interessantíssima que foi desenvolvida para auxiliar nesse processo é o mash up. Você já ouviu falar? Conforme a Wikipédia:

Um mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo.

Deu para entender? O mash up nada mais é do que uma forma de relacionarmos diferentes tipos de informação disponíveis na web para uma finalidade de nosso interesse. Um exemplo pode ser visto clicando aqui: a partir do google maps há uma reunião de informações e de análises acerca de bares e restaurantes de Belo Horizonte, É um exemplo também de trabalho colaborativo.

Um uso mais sofisticado desse conceito pode ser visto em uma palestra da brasileira Fernanda Viegas, considerada uma das cem mulheres mais importantes do mundo na área de tecnologia. Ela desenvolveu em parceria com a IBM a plataforma Many Eyes, que permite a qualquer pessoa transformar informações de diversas origens em uma apresentação gráfica, facilitando a sua compreensão e análise.  No vídeo abaixo ela faz uma demonstração da ferramente, vale a pena assistir:

Conclusão disso tudo: temos que investir tempo e pensamento para reinventar as formas de agregarmos e analisarmos as informações. Mas o que será que essas ferramentas tecnológicas trazem, de fato, como novidades? O que é possível fazer agora que não era possível há 30 anos atrás? Trataremos disso em próximos posts….abraço a todos!

Pesquisa na Internet sobre cursos universitários e uma ferramenta para gravar a tela de seu computador

junho 2, 2010

A Internet é um mundo de informações, e disso todo mundo sabe. Porém, há um problema: como achar a informação que queremos? Como aprofundar a sua navegação e conseguir os dados mais qualificados possíveis?

Um bom exemplo disso refere-se a como pesquisar e profissões e cursos universitários. Poucas pessoas sabem que os sites das principais universidades oferecem um grande detalhamento sobre seus cursos. Porém, muitas vezes os sites delas são pouco amigáveis e não ajudam o internauta a achar o que precisa.

No vídeo abaixo quero dar um exemplo de uma boa informação disponível em um site, no caso, o da USP (Universidade de São Paulo), que disponibiliza a grade curricular completa de seus cursos. Além disso, esse vídeo mostra uma ferramenta que gosto muito, que se se chama screencast: é um programa que permite que façamos a gravação da tela de nosso computador, podendo assim montar uma vídeo-aula, exibir o funcionamento de um programa ou de um game etc. Há ferramentas gratuitas que fazem isso, e outras pagas. Veja o vídeo e pense nos vários usos que essa ferramenta pode ter.

Saber na Rede – o conhecimento na era digital

junho 2, 2010

Bem vindos ao novo blog do Colégio Oswald. No Saber na Rede pretendo  discutir vários temas ligados ao mundo digital, mas sempre com um enfoque na seguinte questão: como a internet e as plataformas digitais podem ajudar na construção, na pesquisa e na difusão do conhecimento? É um tema bastante amplo, que irá permitir um diálogo sobre vários assuntos, desde sites interessantes, redes sociais, a produção cultural nas novas mídias e outros temas de extrema atualidade. Mandem suas sugestões de sites e pautas para andre@colegiooswald.com.br. Boa navegação a todos!


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